Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é niguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Que pena que perdi essa apresentação...
ResponderExcluirMas que bom que pude conhecer e embevecer-me com um "tiquinho" na "canja" do Abraço Literário...
Vilemar F Costa - http://viapoese.blogspot.com
http://sacodetextos.blogspot.com
Agradecemos, Vilemar!
ResponderExcluirEstaremos apresentando um novo espetáculo essa semana: POESIA POPULAR BRASILEIRA.
Será no Teatro Morro do Ouro (anexo do Theatro José de Alencar), nos dias 21 e 22/10, às 19h. A entrada é só 1 kg de alimento.